Na noite indecisão
qual devo escolher? a que aparenta ser a melhor? ou a que me faz me sentir melhor? a mais bela? sinuosa em suas curvas apaixonante no seu jeito de falar letal, de cima a baixo ou a que me faz curioso? sublime em seu interior mistério do começo ao fim do silêncio que fica após sua passagem sutil indecisão trago comigo vem do umbigo, digo indeciso frustração ao ver o tempo passar e minha dúvida perdurar borboletas que flutuam em meu olhar para as duas que fito sem parar quero voar daqui, comparo reparo, sem disfaçar, não paro mas em qual devo me debruçar? será que lágrimas irei derramar? quero ambas mas em qual devo ousar? qual devo usar? não tenho todo o tempo do mundo tenho o mundo, mas não serei imundo tão imundo ao ponto de negar escolherei e agora será minhas linhas precisam decidirei com qual palavra mera palavra devo começar