Articles

Affichage des articles du mai, 2013

Lá está meu azar

Image
desconfiei daquele clima e lugar não sabia mais aonde procurar quem sabe numa mesa de bar e de repente não desperdicei aquela ultima palavra dediquei aquela que vinha ao meu olhar e naquela noite de luar simplesmente abracei sem me julgar a mais bela, que só ela me fez ousar e nada mais iria demonstrar mentiras, blasfemias, jogos de azar pois nela achei o meu lugar e tantas histórias proclamei e por vezes pensei que amei naquele instante sem pensar e nada mais poderia me afastar daquela moça, singular, espetacular que fez minha cabeça, sem se esforçar e durante tantas noites eu rezei para que voltasse ali, com um rei e de desespero eu chorei pois nunca voltaria a ficar naquele momento, aquele lugar com aquela lá, meu changrilá sonho meu, sonho que não vai voltar fico aqui sozinho a esperar que minha sorte venha a mudar minha rima possa se alterar depois de tanto infinitivo pois é por você que eu vivo

Meus tristes versos

Image
meus tristes versos morrem antes mesmo de nascer em pequenos instantes simplesmente não florescem encontram-se sepultados do pensamento ao papel e em tão pouco espaço não semeiam meu imaginário por razões numerosas curiosas, algumas sabidas tantas outras desconhecidas me vejo então nesse hiato dando vida a tal fato pois esses ditos versos mas que soam como reversos jamais ganharão formas formosas e tão sinuosas da minha sofrida caligrafia me emergindo num mar de agonia pois mesmo após tentar tanto não encontro minha poesia se foi meu último encanto? entretanto, continuo meu canto e assim entrarei em sintonia comigo mesmo, algum dia

Cesta vazia

Image
saiu sem ao menos avisar deixou a porta ainda aberta pela fresta daquela janela ainda entrava o mesmo vento perfume ainda solto pelo ar e o tempo passava por passar e assim pelo mesmo tempo lembrava o tempo que vivera lá trêmulo via vultos intrusos resquícios,lembranças tamanhas daquelas tranças castanhas aquele copo em cima da mesa ainda roupas sujas pelo chão chão ainda molhado, ocasião daquele banho desajeitado contas por pagar, sem apegar sempre por me esperar, subornar costumes que odiava de fato mas que hoje faziam falta misturando agonia com fantasia fantasia, da doce esperança que o acaso, ou simplesmente o destino, aquele que subestimo fizessem esse meu desatino se tornar improvável realidade me fazendo menino e que por fim pela mesma porta que ali entrei a tristeza partisse e em seu lugar chegasse quem levou minha alegria por hoje e quem diria que de fato existiria tanta melancolia

E la no Pitombeira

Image
aprisionado no bar do pitombeira sorrateira vinha aquela visão de um cara safado, sem coração promiscuo, a procura do alvo, a solteira ele se levanta, vai a outra mesa caminha sem valores, religião, só convicção tropeça numa pedra, sua cara ao chão fim dos seus planos? não não não pois sucesso é sua certeza mas não por muito tempo, pisa no estrumo erros e erros! mas a garantia eu assumo quando eu voltar não despista, persista pois como nos cinemas, serei artista imitarei tuas falas, tuas vias, teu porte mas veja, quero o agora e o futuro sem rancor por favor não se cale quando eu me for e tudo será como quero, sempre com sorte

Sono, medo e outras coisas

Image
um dia desses entre tantos já vividos cochilei sem perceber descanso sem previsão repouso sem expectativa sem pretensão e então veio aquela sensação meio acordado tão relaxado nos braços do sono entrando no mundo dos santos sonhos mas uma ponta de consciência minimamente resistia e com ela pensamentos em agonia pois de repente uma ideia surgiu e como um turbilhão tirou-me da paz e levou-me a treva da reflexão pois de um sonho fui a seguinte questão: um dia me encontrarei com a tal da morte e olhe lá como o tempo ligeiro passa logo esse momento chegará despertei de imediato e olhei para alguns retratos de família e amigos e vi que alguns que estavam ali que a pouco tempo estavam aqui hoje já não mais eis que crescia um misto de emoções angústia, agonia, mas principalmente inspiração sim, inspiração vontade de escrever mas qual o motivo? qual o porquê? eis que surge uma outra reflexão digo melhor, uma explicação o porquê de escrever o porqu...

Image
Como um sonho a vida é quando descobre que está nela se pode fazer o que quiser

Poeta de bar

Image
e era só uma conversa de bar assuntos banais risadas entre copos alguns meio cheios outros a transbordar vazios, nem pensar entre umas e tantas eis um desafio um ponto a exclamar olha ali o poeta deixa ele recitar ou ao menos um texto a riscar pensam que é assim? escreve isso escreve aquilo um quilo de humor um tantinho de amor mas vá lá dê o seu recado sem pestanejar trás uma caneta junto com outra cerveja peça ao garçom que ele te dá já e o poeta com guardanapo e a tinta em mãos se põe a pensar? do que falar em uma mesa de bar? fechar os olhos por um pequeno momento fazer aquele charme quem sabe isso cola a pose de intelectual sério, isso é casual e após cinco segundos sem por uma letra uma ao menos no papel eis que surgem de todos os afanados as seguidas pressões divertidas, piadas junto com palavrões mas que para o poeta sim, são agressões mas deixa pra lá pois um sorriso ele dá no canto da boca e se põe a começar ele e o papel ...

Sempre ao lado

Image
é bem verdade, clara verdade que tenho problemas de memória talvez por isso não consiga lembrar o exato instante nessa história nem mesmo a época ou lugar que ele estava ali, aqui comigo, em todos os momentos com direito a "deja vu" estranho por tempos não notar durante tantas estações alguém tão importante seria como esquecer o ar tão relevante para o meu viver porém, a vida trás mudanças tomamos consciência de certos atos e fatos assim deixamos de ser crianças hoje, o importante é que sei da sua divina existência e mais, construímos inúmeros e memoráveis momentos juntos tanto o que lembrar contar não ousaria algumas foram tristes deixaram cicatrizes mas outras tão felizes simplesmente radiantes que até hoje nos encorajam para continuar a caminhar juntos pois sentimos juntos tudo isso que passou e todo o mais que ainda está por vir juntos e para nosso convívio de tantas eras permanecer como é devemos cuidar um do outro amar, d...

A jornada

Image
lembro do dia em que cheguei aqui braços cansados de te carregar pernas trêmulas de caminhar mas um sorriso largo por ali estar pois o peso do sonho sempre sempre foi maior que o peso do ar no pescoço aquele velho colar que, incrédulos, me tatuaram antes da minha jornada creia, era como grilhões como me incomodava durante a árdua jornada porém o tempo aos poucos mudara sentia, ali, um novo aroma via a velha promessa pureza se concretizava não mais um delírio ou miragem, agora era verdade e mais, a alegria no teu olhar um olhar de contentamento demonstração de novos tempos saíamos, nos livrávamos nos libertávamos liberdade, liberdade pensei, pensávamos que seria o triste fim não seria de fato enfim e sim o início de uma vida vinda da descoberta do maior tesouro já falado pouco vivido, pois deveras ousado ali, encontramos o milagre da vida achamos o tal do amor

Mãe

Image
como é difícil falar de ti assim tantas palavras e entre tantas nunca existirá um fim como é difícil não te beijar ao chegar em casa querendo apenas estar ali entre tuas asas como é difícil esquecer tua dor e não te querer apenas pelo teu teu contentamento como é difícil ver lágrimas caírem dos lindos e sofridos olhos e não te abraçar até o instante em que tristezas tornem-se nossas felicidades como é difícil não sorrir correspondendo aquele velho e tão sincero e singelo sorriso teu como é difícil não ser amigo confessar dialogar trocar palavras íntimas e tão amigas como é difícil esquecer as melodias cantigas, versos emoções criadas intimamente entre nós dois como é difícil não relembrar o convívio o dia a dia a falta de monotonia a nossa recíproca sintonia mãe, por fim como é fácil simplesmente te amar

A dança

Image
ao fundo uma doce melodia música clássica bem ao certo no piano, sons sutis, harmônicos a poesia suavemente invadia penetrava e escravizava transbordando meu ser de vida me desarmava, inerte em reações fechava os olhos e rapidamente sem fazer nenhum esforço levado por aquele momento lembrara do começo como tudo chegara até aqui via que meu desejo se materializara ali, você, ao meu alcance se em algum sonho sonhei com tal cena confesso dizer que as vezes, certas vezes (sendo estas as melhores) a realidade supera e desmistifica o mágico imaginário em beleza e em contentamento felicidade, pura e plena que o piano continue a tocar e essa dança nunca termine até minha vida acabar

A sede

Image
talvez seria três da manhã no relógio era o que via não esperaria raiar o dia nem mesmo pronunciar o amanhã pois acordara com uma sensação sede, sedendo por aquela ação algo que aflorasse meu coração que me traria incomparável emoção a sede só aumentava me consumia e eu temia que nada faria o medo de ter medos de paralisar da cabeça aos dedos mas não! a vontade a necessidade a curiosidade tudo era maior não esperaria pelo pior precisava almejava desejava aquilo, daquela e somente ela, somente dela era sede, sede de sua boca do seu beijo esse era meu desejo

A manhã

Image
abriu os olhos naquela manhã era um sábado radiante entretanto não fazia calor o sol quem o acordara os raios da estrela que pelas frestas da janela escapavam e atingiam seu alvo mostravam que ele estava vivo sim entretanto queria voltar ao sono e relembrar aquele velho sonho daquela outra manhã que vivera em tempos passados o desejo de estar junto dela daquela que o fazia rir e tão subitamente chorar que o fazia sonhar e prontamente acordar que o deixava ir e simultaneamente chegar que trazia vida simplesmente com seu olhar entretanto se questionava por que não acordar se levantar e novamente viver aquilo tudo ao invés de relembrar? entretanto fechava os olhos uma lágrima a escorrer e outra memória a discorrer lembrava da chuva, da curva do fim, daquele fim entre tantos entretantos alguns momentos não podem voltar

Sonhos de insônia

Image
diante de uma noite difícil de uma insônia constante dentre tantas maneiras para enfim dormir decidi apenas pensar em ti mas não se engane não se tratava de algo banal não eram imagens ou lembrança casual delírios, ilusões, visagens mas sim o que direi refleti em meio ao sono resolvi desenhar e então criar em meu imaginário versos, poemas e canções sonhos antes do adormecer e era você, pra você quantos e quantos versos milhares de ideias perdidas na noite livres naquele universo da madrugada, dos sonhos quantas rimas e improvisos e pensando em ti, enfim dormi e hoje sinto frustração de ter tido em minha mão tanto o que falar e agora, simplesmente não consigo lembrar e pra você, nenhuma diferença por menor que seja fará já que nunca ouvirá, lerá, nem saberá o que fora feito para ti em uma madrugada, apenas

Enigma da tempestade

Image
Estava eu ali, naquela tarde cinzenta de um inverno tão cinzento quanto. Estava sentado em uma cadeira confortável, sentindo frio, já que a brisa que era soprada pelo ar condicionado se dirigia diretamente para minha nuca; mudei de lugar – ao lado do asiático. Aquele dia representava a última prova do meu doutorado, após uma longa bateria de provas e principalmente inúmeras horas de estudos e de sono perdidas em longas madrugadas. Sentia-me completo, repleto, pronto. Tudo teria valido a pena, os conhecimentos já estavam cristalizados em minha mente, em minha personalidade, como disse – estava pronto. Eis que surge então a figura do grande professor em meio aos meus pensamentos e devaneios. Entra silenciosamente naquela sala fria e quase vazia – éramos ao final do curso apenas sete. Sem muito alarde, entregou a cada um de nós a tão esperada prova – cerca de dez páginas, extensa, mas nada que me apavorasse. As quatro horas em ponto da tarde, em meio as badaladas de um relógio do século...