Roda gigante
já fui criança como todos nós
e quando criança amava ir aos parques
aqueles repletos de brinquedos
cores, atrações e multidões
passava horas e horas
sem lembrar do que havia deixado
para trás e para fazer
entretanto, mas contanto
havia um brinquedo em especial
uma estrutura metálica imensa
marcada de cores e dilemas
falo da tão famosa roda gigante
mas agora me questione
o que tem de tão especial?
com simplicidade
e no mais sinceridade
respondo: o medo
confuso? explico com prazer
digamos dessa forma
a roda que tanto roda
nos rodea de emoções
distantes, confusas e conflitantes
no mais: incoerentes
quando estamos em baixo
desejamos logo subir
sentimos ansiedade
nervosismo
e uma pitada de tédio
já que a visão é pobre
o ar é quente
nos privando de qualquer euforia
causando falta de atenção
pura distração
porém, meu queridos
quando chegamos ao ápice
passamos por um pequeno instante
um momento de alegria intensa
mas, sempre haverá um mas aqui
pois, dividiremos tal sentimento
com o medo, a mesma ansiedade
a iminencia da queda
sabemos, previamente, que cairemos
e talvez nem voltaremos
em uma roda gigante nunca
nunca estaremos tranquilos
nunca teremos paz absoluta
por isso o medo
porque sofrer?
quem deseja tal experiencia?
ora, se quando criança
tão pequeno que era
pensava dessa forma
hoje então?
aqui que digo
não e não
digo mais
digo que cresci
digo que vivi
digo o que vi
digo o que não vi
digo que senti
digo o que não senti
e digo mais
digo aquilo que deixei de sentir
percebi, enfim
que esquecia da singela
diversão
nada vale não sentir
simplesmente pelo medo
daquilo que pode vir
aproveitar cada momento
e tirar o que há de bom
essa é a lição
então
busquemos o medo
e a diversão
andemos de roda gigante

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