Enganos cotidianos


fico no digo ou não digo
apenas me omito
tento dizer com o olhar
mas nunca é o suficiente
tenho palavras reticentes
pareço inconsistente

pois paraliso, e de fato
aquilo que quero no ato
não consigo falar
me admiro que ainda tente
pois parece que tal semente
mal a terra tocou
e em seu coração
ainda não semeou

vivo na dúvida
nos enganos
sempre cotidianos
esperando um sinal
vento, ventania, temporal

algo que me dê esperança
que me faça criança
e que no final
realize meu desejo banal

que nasça
cresça e apareça
saia da sombra do silêncio
e ganhe o som, a luz
e eu enfim me declare
por aquela que me seduz

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