Cesta vazia



saiu sem ao menos avisar
deixou a porta ainda aberta
pela fresta daquela janela
ainda entrava o mesmo vento
perfume ainda solto pelo ar
e o tempo passava por passar
e assim pelo mesmo tempo
lembrava o tempo que vivera lá
trêmulo via vultos intrusos
resquícios,lembranças tamanhas
daquelas tranças castanhas
aquele copo em cima da mesa
ainda roupas sujas pelo chão
chão ainda molhado, ocasião
daquele banho desajeitado
contas por pagar, sem apegar
sempre por me esperar, subornar
costumes que odiava de fato
mas que hoje faziam falta
misturando agonia com fantasia
fantasia, da doce esperança
que o acaso, ou simplesmente
o destino, aquele que subestimo
fizessem esse meu desatino
se tornar improvável realidade

me fazendo menino
e que por fim
pela mesma porta
que ali entrei
a tristeza partisse
e em seu lugar
chegasse quem levou
minha alegria
por hoje
e quem diria
que de fato
existiria
tanta melancolia

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