Adeus ao ontem


nasce mais uma manhã de domingo
segredos desvendados ao pé do ouvido
mistérios solucionados em relances
longe de serem revelados em instantes

memórias de uma noite de fúria
gotas amargas de angústias
goles doces de amargura
enriquecidos com pura irracionalidade
essa minha melhor amizade
presente nessa cidade tempestade

e de garrafas em garrafas
penso que aos fundos surge
mas de fato sinto que urge
a solução que espero e não espero

se espero logo quero
mas não venero
se não espero estou disperso
talvez seja seu veneno
a noite me abraça me rechaça
me lança aos quatro cantos
chama-me louco, insensato
clamo por mais uma gota
de preferencia licor senhor
cor de lis, meu verniz
que trava-me ao tempo
que para o futuro e lança ao passado
os erros errados, perdidos por perda

a bonança não chega
a tempestade não cessa
em copo de tinto, de escocês
continua a luta, nem reluto
leve-me deste dia amigos
tragam-me ao amanhã de fato
esqueça-me hoje, leve-me
amanhã direi o que não lembro
melhor não
paz e mais uma taça
rechaça ontem, ontem?
hoje, adeus ao hoje
olá amanhã, prazer em conhecê-lo!

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