Mundo de Platão - Versículo 2 - Nascimento
era um dia chuvoso então
penumbra do céu ao chão
pecadores pediam perdão
será o desfecho pagão?
fim do mundo talvez?
professias insanas outra vez
o medo era ente familiar
vivia e sorria em nosso lar
de certo um tempo furioso
violências descabidas
moléstias merecidas
em um mundo belicoso
diante do cenário nefasto
deixo claro de ante mão
não é nada disso não
pois no canto daquele sertão
consumido pelas mãos
de todos nossos irmãos
nascia, com ardor, Platão
mas não estamos na Grécia
já sabemos sobre a inércia
conhecemos Robespiere
Rouseau e quem quiser
porém, nome grego de fato
um ato mal pensado
ações e gestos inusitados
após bebidas no quarto
apostas, risos e retratos
naquele instante exato
resolvido, estava amarrado
logo caso encerrado
quem ao certo apostaria
que nesse mesmo dia
de uma mera epifania
um humano brotaria
passaram-se as luas
do inverno ao outono
e em noites escuras
sinais matavam o sono
era então chegada a hora
partiram todos noite a fora
em pouco tempo sem demora
nascia concebido por sua senhora
Platão veio ao mundo
como todos, veio imundo
mas seria como ninguém
pois sonharia como quem
sonha com nada mais que além

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