Na areia



me peguei vivendo mais um dia
dia comum, dia ordinário
e sozinho como estava
desejei correr, sair
após minutos e horas de indecisão
menos, talvez poucos segundos
segui meu rumo, a praia
talvez cinema, vem ao caso?
andemos ao acaso
sentei-me, ao chão
tendo em mãos
apenas minhas mãos
parei, alonguei meu pescoço
trabalho forçado entende?
mais de oito horas
deviam proibir isso
depois pensamos nisso...
enfim, foco é um problema
voltemos a cronica
então vi-me só
completamente solto
mesmo que rodeado por estranhos
uma grande multidão
estava lá, eu, singular
e nada mais que natural
absurdo, simples e banal
pensei...
ah, difícil arte de pensar
mas enfim, porque não?
de vez em quando é bom tentar
apresentei as minhas mãos
ao chão
areia? ah, muito bem areia
entreguei-me era praia de fato
e então, fechei os olhos
por um simples instante
respirei fundo
senti o ar penetrando
corpo adentro
distribuindo vida
trazendo o milagre a cada
a cada novo inspirar
percebi que de fato estava vivo
que naquele instante
simples, mas único instante
aquele corpo possuía vida
alma
estava ali
sozinho
mas meu riso no canto do rosto
simples, singelo
mostrou-me
que estar vivo
é o suficiente para ser feliz
porque enfim, meus caros
o bom da vida é simplesmente
estar vivo, viver

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