Papo sonhado
Sonhei. E esse tal sonho que tive para muitas pessoas, que não eu, representaria uma mudança em suas vidas, um fato divino, algo para ser relembrado por tantos e tantos tempos, para mim nem tanto, por sinal nem sei qual foi a tal noite ao certo, até porque são tantas noite não é mesmo. Por outro lado consegui retirar algumas lições daquilo que se desenvolvia em meu ser enquanto dormia. Ao sonho. Estava eu, sentado em uma mesinha de centro branca, na beira da praia, talvez no horário do sol se pôr, um cenário magnífico, de cinema. Mas não estava só, percebi tal fato quando ouvi uma pergunta vindo de uma voz firme e serena:
- Reconhece esse lugar?
Prontamente torci meu pescoço em direção à origem daquela pergunta, e sem muito pensar retruquei com um novo questionamento:
- Quem é você?
A pessoa que ali estava deu uma risada e prontamente respondeu:
- Eu sou Deus. E estamos em Jericoacoara, você já esteve aqui, correto?
Que humildade, Deus perguntando coisas sobre minha vida, se Deus mesmo o fosse lógico que saberia a resposta. Continuamos a conversa... Confessou-me que criou Jericoacoara no sexto dia, no sábado, sua intenção era descansar o domingo inteiro nesse paraíso, por final me deu um conselho muito importante, caso acontecesse alguma catástrofe mundial, sugeriu que eu me refugiasse em Jeri, seria um desperdício imenso sumir com toda aquela beleza. Um outro detalhe interessante, Deus era a cara do José Wilker, a única diferença era que ele mantinha uma barba bem estilo dos anos 60 e 70, questionei o motivo da barba e ele me disse que era fã de carteirinha dos Beatles, com certeza uma de suas melhores criações. De imediato questionei o motivo da morte precoce e desastrosa de John, e ele me respondeu que de vez em quando esquecemos a água fervendo no fogão, simplesmente acontecem, até mesmo para Deus. Mas o teor da conversa de fato não era esse.Tomávamos um drinque à beira mar e ele me direcionava para o assunto principal da resenha, aliás, um detalhe esclarecedor, eu tomava uma caipirinha, enquanto ele tomava uma simples, mas gelada limonada - até ofereci um gole dessa bebida tão regional, tão minha cara, mas com uma nova gargalhada acenou com a cabeça negativamente - em seus pensamentos deveria correr a frase "ele não sabe o que faz". Enfim, ao assunto principal, ele estava ali pra me fazer uma confissão, algo que nenhum ser humano sabe, mas que ali ele desvendaria para mim... a data da minha morte. Deus me disse sem muito rodeios, naquele instante, ao saber a verdade vinda do próprio criador, ao conhecer o dia do meu calvário - gelei. Paralisado por alguns instantes, ali, sabia que minha vida duraria nem tão pouco nem ao menos a quantidade de tempo que desejava até então. Vendo minha reação, Deus, sim, Deus me disse suas últimas palavras a mim, colocou seu copo na mesa, segurou minhas mãos e disse:
- Tenho um grande amigo ao meu lado, ele assiste comigo os jogos do brasileirão, Einstein o nome dele - você sabia que ele torce Botafogo? Que escolha não? Mas o que quero te dizer é que ele descobriu algo muito importante para vocês humanos: o tempo é relativo! Filho, você, como homem, tem o direito e o dever de fazer do seu tempo o bem mais precioso que pode existir, viva seu tempo intensa e puramente! Seja humano, e coloque no tempo da sua vida sempre um eu te amo!
Abri os olhos...

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